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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Piciformes
Família: Picidae
 Leach, 1820
Subfamília: Picinae
 Leach, 1820
Espécie: C. undatus

Nome Científico

Celeus undatus
(Linnaeus, 1766)

Nome em Inglês

Waved Woodpecker


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Pica-pau-barrado

O pica-pau-barrado, também conhecido como picapauzinho-chocolate, pica-pau-escamoso e ipecupinima, é uma ave amazônica da ordem dos Piciformes, da família Picidae. É um pica-pau pouco conhecido, discreto e pouco visto. Pesquisas sobre sua ecologia e biologia reprodutiva são desejáveis, e censos necessários para determinar seu status populacional, mas o trabalho de campo não é fácil em áreas habitadas por esta espécie.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) keleus = pica-pau verde; e do (latim) undatus, undata = ondulado, com marcações onduladas. ⇒ Pica-pau com marcações onduladas.

Características

Mede aproximadamente de 20 a 23 centimetros; pesa cerca de 63 a 87 gramas. Uniformemente castanho com as partes inferiores, dorso, asas, uropígio e cauda barrados de negro e face inferior das asas amarelos; cauda anegrada, macho com faixa malar vermelha. Os juvenis se parecem com os adultos, mas têm a cabeça mais escura, e barras mais “pesadas” nas costas e no manto. O bico é principalmente amarelo-creme ou amarelo, enquanto sua base é azulada ou esverdeada. Os olhos são castanho-avermelhados, e as pernas são cinzentas.

Superficialmente semelhante ao Pica-pau-chocolate, porém este é maior e não apresenta marcas pretas no corpo e asas.

Subespécies

O pica-pau-barrado é composto por dois grupos de subespécies, que anteriormente eram consideradas espécies separadas: pica-pau-barrado (Celeus undatus) e picapauzinho-chocolate (Celeus grammicus):

Grupo undatus:

Grupo grammicus:

História Sistemática:

A taxonomia do picapauzinho-chocolate (Celeus grammicus) e do pica-pau-barrado (Celeus undatus) tinha sido tema de debate: estamos lidando com uma ou duas espécies aqui? O pica-pau-barrado tem sido considerado por muito tempo como duas espécies distintas, compreendendo o Pica-pau-barrado e o Picapauzinho-chocolate, embora alguns autores tenham sugerido que os dois sejam tratados como uma única espécie politípica (por exemplo). Esses dois grupos são aqui agrupados com base na falta de divergência genética, diferenças limitadas na plumagem e vocalizações praticamente idênticas. Larissa Sampaio e seus colegas: Alexandre Aleixo, Horacio Schneider, Iracilda Sampaio, Juliana Araripe e Péricles Sena do Rêgo abordaram essa questão sequenciando o DNA (3 marcadores mitocondriais e 3 nucleares) de 57 espécimes e comparando o padrão de plumagem de 77 peles das duas espécies. Eles descobriram que os dois táxons não eram reciprocamente monofiléticos, provavelmente como resultado da ordenação incompleta de linhagens do fluxo gênico histórico (uma separação muito recente e possivelmente incompleta estimada em cerca de 50.000 anos atrás) e que as diferenças na plumagem eram consistentes com variação intraespecífica em vez de diferenças a nível de espécie. Sendo assim, os autores concluem que o picapauzinho-chocolate e o pica-pau-barrado são melhor tratados como uma única espécie.

O pica-pau-barrado e o picapauzinho-chocolate são provavelmente uma e a mesma espécie.

Alimentação

Explora cascas de árvores e termitários. Alimenta-se discretamente nos troncos e galhos das árvores e entre a folhagem, é visto forrageando em troncos de árvores, galhos e trepadeiras, desde o topo do dossel até as regiões intermediárias. Alimenta-se de insetos e suas larvas xilófagas, formigas, cupins, seus ovos e pupas. Também consome alguns frutos como os das embaúbas, sementes, bagas e seiva. Frequentemente forrageia em pequenos grupos familiares.

Reprodução

De Fevereiro à abril na Venezuela; temporada de final de maio a agosto nas Guianas; possivelmente um pouco mais tarde no Brasil. Escava seu ninho em troncos ou galhos de árvores e palmeiras mortas com 4 a 30 metros de altura, onde põe seus ovos brancos e brilhantes. O macho dorme durante a noite no ninho com os ninhegos.

Hábitos

Geralmente o celeus mais comum na floresta úmida de planície. Típico do nordeste da Amazônia, vive em bordas de matas de terra firme, mata ripárias ribeirinhas, campos arborizados e de várzea, vivendo também em capoeiras, matas secundárias e campos arborizados, ocorre na floresta tropical de várzea, principalmente abaixo de 1.000 m (3.300 pés) acima do nível do mar, floresta secundária e margens florestais, e às vezes visita árvores espalhadas em pastagens de savana. Também ocorrem em florestas mais baixas com solos arenosos. Vive solitário, aos casais ou em grupos familiares de 3 a 4 indivíduos e, as vezes em bandos mistos. Compete com o Aracari-negro por ocos usados como local de dormida estando o araçari, normalmente na posição de ladrão.

Vocalização

Mais frequentemente ouvido do que visto. Geralmente mais detectado pelo distinto chamado: um forte assobio “doíd-gôa”, “uit-koa” bem típico, também produz alguns outros chamados, incluindo uma série de notas metálicas “pring” ásperas. A espécie não tamborila muitas vezes. Tanto o macho quanta a fêmea tamborilam.

Tamborilar
Celeus undatus
WA1337162
Chamado
Celeus undatus
WA290700

Distribuição Geográfica

Tem um alcance muito grande e uma população total presumivelmente grande, que pode estar diminuindo lentamente. A principal ameaça que enfrenta é a degradação de seu habitat florestal. Acredita-se que seu habitat esteja em declínio como resultado do desmatamento na floresta amazônica. É uma espécie residente, por vezes descrita como incomum, mas que pode ser em parte devido ao seu comportamento discreto. Parece tolerante a habitats secundários. Ocorre das Guianas ao alto Amazonas, Bolívia, Pará (rio Tocantins) e norte do Mato Grosso (alto Xingu) região do rio Branco e nos rios Negros e Amazonas até o Amapá; também no Maranhão, leste do Pará, de Belém ao baixo Xingu. Ssp. undatus: Venezuela, Guianas e Brasil ( norte do Amazonas e Rio Negro ). Ssp. amacurensis: Venezuela ( Delta do rio Amacuro ). Ssp. multifasciatus: Brasil ( sul do Amazonas, Pará, rio Tocantins e Maranhão ).

Referências

Galeria de Fotos